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Participantes do Fórum VEJA EXAME debatem sobre os 100 dias de Governo Bolsonaro

09h47 17/04/2019

Com o intuito de entender as diretrizes da política nacional, o Fórum VEJA EXAME – 100 dias de Governo Bolsonaro reuniu especialistas e autoridades nesta segunda-feira, 15/4, no Teatro WTC, em São Paulo, para discutir o andamento dos primeiros meses de Bolsonaro na presidência.

Em debates conduzidos pelos times de jornalistas de VEJA e EXAME, o evento contou com a participação do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia; da presidente da ONG Todos pela Educação, Priscila Cruz; da deputada federal Tabata Amaral; do sociólogo e pesquisador da USP, Demétrio Magnoli, entre outros.

André Lahóz Mendonça de Barros, diretor editorial de EXAME, e André Petry, diretor editorial de VEJA, entrevistaram os cientistas políticos Ricardo Sennes e Fernando Schüler. No painel, Sennes explicou o que a eleição de Bolsonaro diz sobre os eleitores. “A população deu um recado claro nas urnas, posicionando-se contra o processo político marcado pela corrupção. Mas isso não significa que os brasileiros rejeitem as negociações políticas ou os políticos tradicionais”, aponta.

Schüler também comentou sobre uma característica marcante do atual governo: a presença intensa nas redes sociais. Segundo o cientista político, esse ponto tende a acentuar a polarização política da sociedade. “Há um mal-estar na democracia global, não só no Brasil. As democracias hoje são mais instáveis, mais barulhentas. De 20 a 25 milhões de brasileiros, só uns 15% do eleitorado participam digitalmente da vida pública. Essas pessoas não expressam a realidade da maioria da sociedade. São mais polarizadas e mais agressivas que a média”, argumenta.

Entrevistado por Ricardo Noblat, colunistas de VEJA, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu que o presidente Jair Bolsonaro está mais aberto ao diálogo com os partidos políticos após 100 dias no Palácio do Planalto. Entretanto, Maia ressaltou que ainda faltam propostas além da reforma da Previdência.

Confira outros pontos discutidos no Fórum.

 

Educação

Polarização política, discussões ultrapassadas, pautas com pouco efeito prático e muita fumaça ideológica. Essas características foram usadas para descrever o setor de educação no debate mediado pela colunista Dora Kramer, de VEJA.

Segundo Priscila Cruz, presidente-executiva e cofundadora do Todos pela Educação, a equipe formada pelo ministro precisa reunir, ao menos, três competências básicas: a de formulação (competência técnica); a de gestão (saber organizar o ministério e fazer com que cada projeto que começa nos gabinetes chegue às salas de aula); e a de articulação (com Congresso, secretários municipais, secretarias de Educação etc).

A crescente polarização política, para a deputada Tabata Amaral, tem um custo alto para a educação e ameaça a democracia brasileira. “Essa coisa de esquerda e direita faz muito mal para o Brasil não só porque ameaça a democracia, mas porque rouba tempo precioso de discussões que realmente importam”, disse.

 

Economia

O ano de 2019 está perdido para a economia na avaliação de José Roberto Mendonça de Barros, fundador da MB Associados, que participou de um dos painéis. “O custo já está pago, infelizmente. Agentes econômicos já estão revendo para baixo o avanço do PIB deste e dos próximos anos, o mercado de trabalho não deve melhorar e as empresas vão continuar tendo dificuldades com isso”, argumentou.

 

Relações Internacionais

Rubens Ricupero, ex-ministro da Fazenda e ex-embaixador nos Estados Unidos, fez considerações em relação à atuação internacional do governo Bolsonaro. Para o embaixador, o posicionamento do Itamaraty, nesses últimos meses, tem um viés ideológico intenso. “Em política internacional, as palavras e as fotos, às vezes, contam mais do que o conteúdo. Cada declaração em diplomacia pode levar dez ou vinte anos para desfazer”, explicou Ricupero.

 

A cobertura completa do Fórum VEJA EXAME – 100 dias de Governo Bolsonaro está disponível no site de VEJA e EXAME.