Roberto Civita, um legado em defesa da liberdade de expressão e da educação

O dia 26 de maio de 2014 marca o primeiro ano da morte de Roberto Civita. Durante toda sua vida profissional, o “Dr. Roberto”, ou simplesmente RC, como era conhecido, foi um defensor incondicional da liberdade de expressão e da melhoria da qualidade da educação como condição básica para a construção e o desenvolvimento de um país justo, livre e democrático.

RC, editor e Publisher por excelência, foi um líder preocupado com o leitor e com a qualidade editorial, separando Igreja e Estado e defendendo a liberdade publicitária como condição para uma imprensa igualmente livre e independente.

Sempre atento ao conteúdo que as revistas publicavam, ao longo dos seus mais de 50 anos de Abril, RC criou algumas das mais importantes revistas da Editora, entre elas REALIDADE (1966), EXAME (1967) e VEJA (1968), na qual esteve presente até o fim da vida.

Sua atuação na busca pela liberdade de expressão era focada na construção de uma sociedade mais justa, livre e democrática. Para Roberto Civita, a liberdade de manifestação do pensamento, além de se constituir num direito natural do homem é o pressuposto básico da democracia e precede todas as demais liberdades por ela asseguradas – a liberdade política, religiosa, econômica, de imprensa, de associação e todas as outras. Segundo RC, “a livre manifestação do pensamento e a liberdade de imprensa constituem um meio imprescindível para garantir a sobrevivência de uma sociedade livre e democrática”.

Outro importante legado de Roberto Civita foi a defesa da educação - uma herança do pai, Victor Civita, que criou , em 1985, a Fundação Victor Civita, dedicada à melhoria da educação básica no Brasil. Foi a partir desta iniciativa e, mais tarde, da criação da Abril Educação, que a Abril se tornou uma das líderes nacionais no segmento.

Dos primeiros materiais feitos para o MOBRAL (Movimento Brasileiro de Alfabetização), no fim da década de 1960 e as enciclopédias colecionáveis dos anos 70 à atual expansão da Abril Educação, foram mais de quatro décadas dedicadas à educação. A atuação no segmento rendeu a Roberto Civita, em 2011, um reconhecimento internacional – o Education Leadership Award, prêmio concedido pelo Worldfund a empresários que tiveram destaque por sua contribuição para a educação na América Latina.

Roberto Civita esteve à frente do Grupo Abril por quase 30 anos. Ele viveu e trabalhou , em prol da liberdade de expressão e da qualidade editorial, e em função do aperfeiçoamento da educação que, para ele, era fundamental tanto para o progresso individual quanto para o desenvolvimento do país.

 

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Jorge Rosemberg RC Jorge Rosemberg
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a nova visão estratégica do Grupo Abril
Depoimentos

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“Lamento a morte do empresário Roberto Civita. Sob o seu comando, a Editora Abril consolidou-se como uma referência. Nesse momento de tristeza, envio meu abraço solidário para sua mulher, Maria Antonia, seus filhos e amigos." 

Dilma Rousseff, presidente da República

 

“Estamos em um momento difícil no Brasil. Estive agora na missa de sétimo dia do Ruy Mesquita e agora o enterro do Roberto Civita. Dois gigantes. Pessoas que tinham dignidade, noção da importância da imprensa e responsabilidade – e isso faz falta para a democracia. Além do lado pessoal – eu conheci os dois, e não sei nem há quanto tempo conhecia o Roberto –, eles eram pessoas que construíam o país. Ninguém é insubstituível, mas não é fácil. Quando eu o conheci, quem mandava era o Victor Civita. Mas foi o Roberto quem fez a VEJA, e fez com paixão. Apesar da nossa relação pessoal, nunca deixou de criticar. Ele vai fazer muita falta, mas espero que a organização sobreviva bem." 

Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente da República

Depoimentos

“O Brasil perde uma de suas lideranças no campo da promoção da causa da educação e do desenvolvimento humano. Roberto Civita fez a diferença, com simplicidade, transparência e protagonismo aliados a um forte senso de responsabilidade pelo presente e pelo futuro do País. Expresso nossa gratidão, assim como nossa solidariedade para com a família neste momento de dor."

Viviane Senna - presidente do Instituto Ayrton Senna

 

 

“O Brasil perdeu um grande jornalista e empreendedor da área da comunicação que foi Roberto Civita, falecido neste domingo (26 de maio de 2012), em São Paulo. Ele teve um pioneirismo exemplar no mercado editorial brasileiro e contribuiu de forma efetiva para a liberdade de expressão e de pensamento. Era um apaixonado pela notícia e defensor permanente do jornalismo de qualidade. Com ele, a democracia seguiu o rumo da transparência e da decência. Nossos sentimentos à família Civita e aos que integram o Grupo Abril." 

Valdir Raupp, presidente nacional do PMDB

Depoimentos

“Roberto Civita foi responsável por transformação significativa no mercado editorial brasileiro. Deixou marca profunda com as diretrizes que aplicou na Editora Abril. Sob sua inspiração, o fim de semana passou a ser referência nacional com a publicação de revistas como VEJA, com amplo impacto na sociedade brasileira. Roberto honrou o legado de seu pai, Victor Civita, um imigrante que ajudou o Brasil com seu esforço e dedicação. À família, transmito meus cordiais e sinceros votos de condolências. Desejo que continuem o trabalho que Victor e Roberto legaram não somente aos mais próximos, mas também a todos brasileiros que leem suas publicações. "

Michel Temer, vice-presidente da República

 

“É com pesar que recebemos a notícia do falecimento de Roberto Civita. Sua liderança e trabalho fizeram com que o Grupo Abril se consolidasse como o maior grupo editorial brasileiro, sinônimo de liberdade de expressão por toda a América Latina. Civita abraçou com amor a pátria que o recebeu e durante sua vida foi capaz de contribuir decisivamente para fazer do Brasil um país mais justo e transparente. Solidarizamo-nos com a família, amigos e colaboradores neste momento difícil, consolados pela certeza de que seu legado persistirá nas mentes e corações dos que com ele conviveram." 

Marcial Portela, ex-presidente do Santander Brasil

Depoimentos

“O nome Civita está profundamente ligado à história do nosso país e à consolidação da democracia brasileira. Roberto transformou a herança deixada por seu pai em uma das empresas de comunicação mais importantes do Brasil e influentes do mundo. Sua busca por excelência e pela verdade, e sua incansável determinação para defender a independência do jornalismo, contribuíram de maneira indelével para a construção de uma sociedade mais justa e democrática. Todo meu sentimento, carinho e apoio à sua esposa, Maria Antonia, e seus filhos. Eles perderam marido e pai muito amado. E a imprensa perdeu um de seus maiores nomes."

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro 

 

"A cidade de São Paulo lamenta a perda de Roberto Civita, que marcou sua vida pelo empreendedorismo e pelo compromisso com a educação. Em nome da cidade, o prefeito manifesta votos de pesar à família.”

Fernando Haddad, prefeito de São Paulo 

Depoimentos

“A liderança de Roberto Civita foi decisiva para fazer do Grupo Abril o que ele é hoje. Todos conhecemos, respeitamos e admiramos o seu legado. Nessa hora de tristeza e saudade, recebam meu abraço de solidariedade e apoio." 

Marco Lage, diretor de Comunicação do Grupo Fiat Chrysler para a América Latina

 

“O Brasil perde uma boa parte da história da imprensa nacional. À frente do Grupo Abril, Roberto Civita foi um dos grandes protagonistas da evolução da imprensa brasileira, e, acima de tudo, uma voz forte e decidida em favor da liberdade de expressão. Um líder que retratou nas páginas de suas publicações, entre tantos outros temas de relevância para o nosso povo, um entendimento assertivo da importância da inovação e tecnologia para o desenvolvimento da indústria nacional, uma das nossas principais bandeiras. Nossos sinceros pesares para os familiares e colaboradores do Grupo Abril."

João Carlos Costa Brega, presidente da Whirlpool Corporation para a América Latina

Depoimentos

“Em nome da família General Motors, desejo transmitir nossos votos de sinceras condolências à família Civita pelo passamento de Roberto Civita, homem que praticou uma comunicação moderna e atuante, sempre um passo à frente para melhor servir os milhões de leitores brasileiros das inúmeras publicações do Grupo Abril." 

Pedro Luiz Dias, diretor de Comunicação da General Motors do Brasil

 

"Eu e minha família estamos profundamente tristes com a perda de Roberto Civita. Roberto escolheu ser brasileiro e foi um cidadão exemplar. Fiel a seus princípios, foi fundamental para a redemocratização e para o crescimento do país. Foi um grande jornalista, empreendedor e, acima de tudo, um amigo querido. É importante que seus legados na ética, na conduta jornalística e na defesa da livre iniciativa e da liberdade de expressão inspirem novos jornalistas e empreendedores. Nos juntamos à querida Maria Antonia, sua esposa fiel, aos filhos e à toda família neste momento de dor.” 

Abilio Diniz, empresário

Depoimentos

"A morte de Roberto Civita deixará um grande vazio. Homem de inabaláveis convicções democráticas, Civita esteve na vanguarda não apenas da defesa da liberdade de imprensa, mas também na edificação de valores republicanos fundamentais. O Grupo Abril, que edita VEJA e outras tantas revistas de grande sucesso, muitas delas criadas pessoalmente por Roberto Civita, perde um grande editor, e o Brasil, um de seus mais corajosos jornalistas.” 

Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) 

 

"Roberto Civita foi um vitorioso em múltiplos desafios. Como empresário e empreendedor, foi um entusiasta com o Brasil e seu potencial. Como editor, um apaixonado pelo conteúdo de suas publicações. Seus títulos são relevantes e influentes na economia, na política e no comportamento social. Mas também destaque na proposta de educar e de oferecer entretenimento. À família, amigos e colaboradores desse grande empresário da comunicação que nos deixa, prestamos nossa profunda admiração pela excepcional trajetória de vida". 

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente executivo do Bradesco

Depoimentos

"Roberto foi uma das pessoas mais interessantes que eu já conheci. Um ‘contador de histórias’ à mesa de jantar. Presidentes e outras celebridades frequentavam seus almoços. Depois de cada refeição, ele pegaria sua caneta-tinteiro e seu pequeno livro preto e faria notas meticulosas sobre tudo o que você disse, para ser lido e enviado mais tarde. Era um mentor para várias gerações de jornalistas no Brasil. Nossos editores sul-africanos o admiraram muito mais do que me admiram. Ele entendeu perfeitamente o papel de um editor como profeta e professor da nação. Sentiremos muito a falta de nosso parceiro." 

Koos Bekker, CEO do Naspers, o maior grupo de mídia do continente africano e parceiro da Abril 

 

"Ele era uma das minhas pessoas preferidas no mundo das publicações. Quanto ele vinha para Nova York, costumávamos nos encontrar e eu sempre o esperava para almoçar e compartilhar histórias. Acabei de conseguir um visto para ir ao Brasil pela primeira vez e planejava procurá-lo para nossos almoços e conversas. Agora, toda vez que eu olhar para o visto no meu passaporte pensarei nele. Ele foi um grande visionário, era um ser humano maravilhoso e divertido. Nós compartilhávamos o mesmo amor pelo jornalismo. Vou sentir muito sua falta. Minhas condolências à família." 

Ann Moore, presidente da Time Inc.

Escolha o que você gosta de fazer, o que lhe interessa e lhe fascina, o que você gostaria de passar o tempo todo fazendo. Se não bater com o que estudou, paciência.

Roberto Civita, 20.06.2012

A livre manifestação do pensamento e sua corolária, a liberdade de imprensa, não constituem um fim em si mesmo, mas sim um meio imprescindível para garantir a sobrevivência de uma sociedade livre e democrática.

Roberto Civita, 03.05.2011

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